Após negociações, médicos aprovam proposta e serviços em maternidade de Caçapava do Sul não serão encerrados

Arianne Lima

Após negociações, médicos aprovam proposta e serviços em maternidade de Caçapava do Sul não serão encerrados
Após três meses de negociações e prorrogações de avisos prévios, os serviços obstétricos na maternidade do Hospital de Caridade Dr. Victor Lang, em Caçapava do Sul, vão continuar. A decisão foi explicada pela diretora e coordenadora do Núcleo de obstetrícia do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Márcia Barbosa, em entrevista ao programa Bom Dia, Cidade, da Rádio CDN, na manhã desta sexta-feira (21):

– Ontem (20), nos reunimos novamente com todos os médicos obstetras e foi aprovada a oferta das duas prefeituras, mas com algumas ressalvas. Então sim, o serviço continuará. Só vamos pedir que sejam cumpridas essas ressalvas.

Conforme Márcia, a formalização do contrato de prestação de serviço, a definição do prazo de vigências referentes ao pagamento, reajuste e atualização, entre outros pontos, ainda são aguardados pela categoria. Em nota, a prefeitura de Caçapava do Sul destacou que a proposta em questão “trata da criação de convênio entre o Município e o Hospital, oferecendo 200% a mais dos valores da tabela SUS como forma de incentivo aos profissionais”. Os valores serão repassados ao hospital, que destinará aos obstetras.

Atualmente, a maternidade do Hospital Dr. Victor Lang realiza procedimentos de média complexidade, mantendo uma média de 32 partos por mês. A instituição atende Caçapava do Sul e Lavras do Sul.

Entenda o caso

No final de julho, o corpo obstétrico do Hospital de Caridade Dr. Victor Lang foi alvo de apurações do Ministério Público (MP) devido uma série de denúncias sobre violência obstétrica. A situação, que ganhou alta repercussão na região, chamou a atenção do Simers, levando apuração das condições de trabalho dos profissionais na instituição.

De acordo com o presidente do Simers, Marcos Rovinski, além da remuneração dos médicos variar de R$ 30 a R$ 40 por hora trabalhada, os profissionais já teriam trabalhado sem insumos ou sem o auxílio de outros médicos no centro obstétrico. Após a entrega dos pedidos de demissão de cinco médicos obstetras, negociações entre o hospital e o sindicato foram realizadas para evitar a descontinuação do serviço.Entre os pontos negociados durante os últimos três meses, estava o pagamento aos médicos por horas trabalhadas.

Em nota na terça-feira, os obstestras reprovarem a proposta apresentada pelas prefeituras de Caçapava do Sul e Lavras do Sul, informando que o serviço seria prestado até a sexta-feira. A direção do Hospital Dr. Victor Lang e a prefeitura permaneceram em negociações no sindicato até o encaminhamento uma contraproposta na quarta-feira. O documento foi avaliado na noite de quinta-feira, em uma assembleia geral extraordinário virtual, realizada pelo Simers.

Arianne Lima – [email protected]

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